









Freguesia de Serpins
Junta de Freguesia de Serpins
Presidente: João Pereira
Morada: Largo da Feira 3200-318 Serpins
Telefone/Fax: 239 971 138 / 239 971 006
Email: junta.serpins@sapo.pt
Site: www.junta-serpins.pt
Atendimento do Executivo:
Terça-feira: 18h00 - 19h00
Sexta-feira: 18h00 - 20h00
Domingo: 10h00 - 13h00
Situada nas margens do rio Ceira, a cerca de 9 quilómetros da vila da Lousã, a freguesia de Serpins é um dos mais antigos aglomerados populacionais do concelho. Apesar de no início da nacionalidade a paróquia de Santa Maria de Serpins integrar o Mosteiro de Lorvão, o povoamento da freguesia parece ser bem anterior a essa data. Com efeito, já em documentos datados de 943 Serpins aparece classificada como uma "vila" rústica [mencionada no] território do Castelo de Arouce, e pertencendo metade dela a Zoleiman Abaiub e a outra metade, muito possivelmente, aos antepassados do conde Gonçalo Monis. Há no entanto quem defenda que a povoação daquele território remonta à época romana. Serpins foi vila e sede de concelho, extinto com a reforma de 1836. A 27 de Fevereiro de 1514 teve foral dado por D. Manuel I, existindo ainda na freguesia o Pelourinho — monumento nacional — que, apesar de reconstruído há algumas décadas, mostra ainda o escudo nacional típico do século XVI.
O Ramal da Lousã, projectado inicialmente para servir concelhos vizinhos, chegou a Serpins numa segunda fase e proporcionou que algumas indústrias se desenvolvessem na freguesia. Foi exemplo desse desenvolvimento a Fábrica de Papel do Boque, que entrou em decadência nos anos 80/90 do século XX e onde funcionou a primeira máquina de fazer papel contínuo que houve em Portugal Serpins tem boas condições turísticas e recebe todos os anos centenas de visitantes. A Praia Fluvial , um Parque de Campismo de grande nível, e o açude do Boque — óptimo local para se mergulhar —, fazem as delícias dos que passam o Verão na freguesia. O lugar da Senhora da Graça e a chamada Garganta do Cabril, são igualmente ex-libris de uma terra com algum património cultural edificado. “O Mondego e o Ceira que só no Quaternário definiram os seus cursos, atravessam por antecedência, em gargantas de perfil extremamente tenso, o Maciço Marginal de Coimbra. O problema consiste em decidir que lugar se há-de fazer à tectónica quaternária e à erosão, comandada pelas oscilações do nível de base, na interpretação deste relevo jovem. A bela garganta do Cabril do Ceira, onde este rio corta a barra quartezítica que prolonga as serra do Buçaco, vendo-se que atravessou toda a espessura dos depósitos descritos, que afloram na proximidade, até serrar as bancadas de rocha dura, é certamente uma das epigenias mais demonstrativas do mundo.... “
(Excursão à Estremadura e Portugal Central/Orlando Ribeiro.)
“Finisterra. Revista Portuguesa de Geografia”. Lisboa, vol.3, nº 6 (1968), p.283-287.
A Igreja Paroquial de Serpins é dedicada a Nossa Senhora do Socorro, patrona da freguesia, e apresenta um agradável aspecto graças a uma remodelação ocorrida na segunda metade do século XVIII. Está situada na margem esquerda do rio Ceira, como que isolada da população, que se encontra, na sua grande maioria, na margem direita. A fachada é simples, de terminação triangular, com um janelão superior sobrepujado por um pequeno nicho, e com um portal onde está a figura de Cristo majestoso, sentado num trono. Destaque também para as duas pontes — a Ponte velha, do século XIV, e a Ponte Nova, do século XVII, como são conhecidas na região.
A Ponte Velha é formada pelos restos dos pilares da ponte medieval, que ainda hoje se conservam, que podem eventualmente remontar ao período luso-romano e foram aproveitadas para construir uma das pontes do ramal da Lousã curiosamente uma das únicas pontes ferroviárias em curva da Europa. Por seu turno, a Ponte Nova, a jusante da anterior mas atravessando igualmente o rio Ceira, tem três amplos arcos e 75 metros de comprimento. Foi construída em 1661, conforme uma inscrição ainda legível, havendo também referência a 1674, possivelmente de carácter religioso. As Capelas da Nossa Senhora da Graça, da Nossa Senhora da Saúde e de S. Pedro, constituem igualmente bons motivos para uma visita a Serpins. Mas uma visita a Serpins nunca ficaria completa sem um passeio pela Mata do Sobral, hoje completamente reflorestada depois de um incêndio que a devastou. A vista perde-se também do picoto de Sações, cinco quilómetros a nascente da povoação, a 595 metros de altitude, e do Cabril do Ceira, no monte de Nossa Senhora da Candosa.
(In, http://www.cm-lousa.pt/museu/histserp.htm)
São conhecidas as lutas do povo de Serpins, nomeadamente as lutas travadas em meados do século para reaver o usufruto dos baldios da freguesia. A determinada altura a Câmara Municipal da Lousã apoderou-se dos baldios que havia em Serpins, e fez negócios com alguns indivíduos para que reflorestassem e explorassem as matas. A população não gostou, revoltou-se, lutou pelos seus direitos e conseguiu reaver os terrenos, hoje na sua totalidade sob a tutela da Junta de Freguesia.
Mas o acontecimento que marcou definitivamente a vida de Serpins foi o surgimento do caminho de ferro. O Ramal da Lousã, projectado inicialmente para servir concelhos vizinhos, chegou a Serpins numa segunda fase e proporcionou o desenvolvimento de algumas indústrias na freguesia. Foi exemplo desse desenvolvimento a Fábrica de Papel do Boque, que entrou em decadência nos anos 80/90 do século XX e onde funcionou a primeira máquina de fazer papel contínuo que houve em Portugal.
Actualmente surgiram outras industrias capazes de proporcionar uma quase auto-suficiência em termos de postos de trabalho. Para além da estabilização de emprego, uma das grandes preocupações do actual executivo é o bem estar da população. Os acessos estão hoje bastante melhorados, algumas ligações de esgotos encontram-se concluídas, e o posto médico e o centro do dia vão ter novas instalações. Outra das reivindicações dos Serpinenses foi recentemente atendida: a criação de uma Corporação de Bombeiros, que apesar de recente já tem recebido muitos louvores do outras associações humanitárias de todo o país.
(In, Junta de Freguesia de Serpins)
Locais de interesse
Igreja Matriz (Séc. XVII)
Capela de Nª Sra. Da Graça
Capela de N.ª Sr.ª Da Saúde
Capela de S. Pedro
Pelourinho (Séc. XVI)
Ponte Medieval
Cabril do Ceira
Praia Fluvial (Sr.ª Da Graça)
Açude do Boque
Mata do Sobral
Tons e sabores
À mesa reina o porco, com as morcelas e miolada. A saborosa chanfana e o cabrito no forno são de deixar água na boca, assim como as trutas e os barbos de cebolada, vindos do Ceira. Para acompanhar há a broa de milho e o óptimo vinho da região.
Com a chegada dos tons Outonais são típicas as longas caminhadas à Serra da Lousã, em busca das castanhas, para se fazerem os famosos magustos. Também nesta altura convém não esquecer de adoçar a boca com o óptimo mel da região.
Feiras e romarias
Na época de verão, a região de Serpins é muito rica em festas e romarias populares em homenagem a diversos Santos. Nestas festas, pode-se sempre encontrar muita música e alegria, para além disso, constitui, sem dúvida, grande atracção a Feira anual e Romaria em homenagem ao Santo S. Brás, realizada no Cabeço da Igreja, sempre no primeiro Domingo de Fevereiro.
Além destas, temos uma feira mensal no 1º Domingo de cada Mês e mercado semanal.
Actividades Recreativas e Desportivas
Desporto: Associação Desportiva Serpinense e Club Art e Sport.
Cultural: Associação Filarmónica Serpinense e Rancho Folclórico Flores de Serpins.
Actividades lúdicas
Rancho Folclórico "Flores" de Serpins, Associação de Recreio, Cultura e Progresso da Valada, Associação Desportiva Serpinense (praticam-se várias modalidades), existe um Pavilhão Gimnodesportivo coberto e vários polidesportivo descobertos, Campo - Escola do Corpo Nacional de Escutas em Vale da Ursa, Rio Ceira (passeio a pé pelas margens, canoagem).



Fonte C. M. Lousã


